Segunda-feira - Manaus - 21 de setembro de 2020 - 23:49

MANAUS-AM

Avança processo para repavimentação do trecho do meio da BR-319

O Ibama publicou nesta quarta-feira, 5/8, que aceitou para análise o Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) relativo à obra

SIGRID AVELINO

Publicado em 5 de agosto - 15:12

Com a publicação do Ibama, a análise dos estudos aumenta a expectativa que o chamado ‘trecho do meio’ saia do papel. 

Foto: Divulgação

A BR-319 venceu mais uma etapa rumo à aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para a repavimentação do trecho do meio da rodovia, que compreende 405 quilômetros. O estudo apresentado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi aceito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que o tornou público, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 5/8.

Com a publicação do Ibama, a análise dos estudos aumenta a expectativa que o chamado ‘trecho do meio’ saia do papel. A área fica entre os quilômetros 250 e 655, da BR-319, entre Amazonas e Rondônia, no norte do país. 

Segundo o presidente da associação dos amigos e defensores da BR-319, André Marsílio, o estudo do EIA/Rima foi protocolado na última sexta-feira, 31/7.

“O trecho do meio precisa de um estudo de impacto ambiental. O estudo foi feito pelo Dnit e chegou a ser reprovado três vezes. Essa é a quarta vez e foi aprovado. Das outras vezes, eles receberam e não aceitaram por não estar de acordo com as condicionantes que tinham apresentado. Eles analisaram todas as condicionantes que tinham pedido, está tudo ok. Agora vão fazer a análise e todo o cronograma que tem que ser feito, incluindo, audiências públicase tornar público o estudo do EIA/Rima para a sociedade”, explicou André Marsílio.

Na publicação, o Dnit também solicita a Licença Prévia (LP) para repavimentação do trecho do meio. “Quando o Ibama aprova, eles liberam esta LP. Depois, vão liberar a Licença de Instalação (LI), onde entram os editais para licitação da obra do trecho do meio”, explicou o presidente da associação.

Ainda segundo Marsílio, “o Dnit contrata a empresa para fazer o estudo sobre o comportamento da fauna e da flora, o estudo de impacto ambiental do EIA/Rima e as condicionantes. Eles entregaram o EIA/Rima e o estudo do componente indígena que foi outro item pedido pelo Ibama”.

Avanços

A publicação foi comemorada no meio político. O senador Eduardo Braga (MDB) destacou nas redes sociais o que chamou de ‘avanço’ no asfaltamento da rodovia, após oficialização do acolhimento para análise. 

“Grave este dia, um dia histórico para quem luta pela BR-319. O IBAMA já recebeu o tão esperado Estudo de Impacto Ambiental da nossa rodovia. Resultado do trabalho de todos que sonham com a definitiva recuperação da nossa BR, que conta com o fundamental apoio do @jairbolsonaro e do @tarcisiogdf”, escreveu.

A assessoria de Braga informou que a admissão dos documentos, cuja elaboração estava emperrada há mais de 10 anos, representa o cumprimento de uma etapa importante para se obter o licenciamento ambiental que possibilitará o asfaltamento da extensão mais problemática de toda a BR-319. São inúmeros buracos e crateras, além da lama que completa o cenário durante o inverno amazônico. 

“Mais um capítulo dessa novela foi vencido. Nós estamos muito próximos para que o Ibama, depois do aceite, aprove o estudo para repavimentação do trecho do meio e a Licença Prévia vem a Licença de Instalação e, assim, vamos reparar um erro histórico da BR-319 que foi explodida no passado e, agora, de uma vez por todas, será repavimentada novamente”, comemorou o presidente da associação dos amigos e defensores da BR-319, André Marsílio.