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BRASIL

General Braga Netto é convidado para assumir lugar de Onyx na Casa Civil

A tendência é que Onyx seja realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente com Osmar Terra (MDB-RS).

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 12 de fevereiro - 13:52

Braga Netto comandou a intervenção federal no Rio em 2018

Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro convidou o general Walter Souza Braga Netto para assumir o comando da Casa Civil, substituindo Onyx Lorenzoni, que deve ser realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente com Osmar Terra. As informações são d'O Globo. 

A troca de cadeiras ocorre após o jornal Estado de S. Paulo revelar que a pasta da Cidadania contratou uma empresa suspeita de ter sido usada como laranja para desviar R$ 50 milhões dos cofres públicos. O atual titular do ministério precisou se explicar ao presidente sobre a contratação  da Business to Technology (B2T), que é alvo da Operação Gaveteiro, da Polícia Federal. O Estado revelou que mesmo alertado sobre suspeitas de fraudes por órgãos de controle e pelas concorrentes no certame, a pasta de Osmar Terra assinou um contrato de R$ 7 milhões com a empresa.

Segundo publicação, Braga Netto, que comandou a intervenção federal no Rio em 2018, chegou às mãos do presidente indicado pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Aos 62 anos, Braga Netto, que é militar da ativa, é chefe do Estado-Maior do Exército. Para sustentar a indicação de Braga Netto, o Planalto traçou seis tópicos de “argumentos” favoráveis ao militar. No topo da lista está a “capacidade administrativa”. Ele já foi oficial superior e assessor da Subsecretaria de Programas e Projetos da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência.

Ao fazer o convite, o governo também considerou a experiência dele em 2018, quando assumiu o desafio de ser interventor federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. A avaliação é que Braga Netto sabe lidar com “assuntos em um ambiente de grave crise”, sem abrir mão da “discrição”, o que o governo considerou “traço intrínseco de sua personalidade e formação militar”.

O atual chefe do Estado-Maior do Exército só apareceu duas vezes na agenda oficial do presidente: a mais recente, a sós com Bolsonaro, no último dia 23 de dezembro, no Palácio da Alvorada, e a outra acompanhado de Ramos, em 25 de novembro, no gabinete presidencial.