Domingo - Manaus - 15 de setembro de 2019 - 22:18

MANAUS-AM

Irmãs vendiam casas ainda na planta por R$ 400 mil em falso condomínio

De acordo com o delegado adjunto de Roubos, Furtos e Defraudações, Demetrius Queiroz, o trio arrecadou cerca de R$ 2 milhões de forma fraudulenta

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 23 de agosto - 13:56

Sheila, Gleice e Mônica foram indiciadas pelo crime de estelionato

Foto: Divulgação

Três irmãs empresárias de 40, 36 e 34 anos foram presas pela Polícia Civil (PC) nesta quinta-feira, 22/8, por suspeita de envolvimento em golpes de estelionato. De acordo com o delegado adjunto de Roubos, Furtos e Defraudações, Demetrius Queiroz, o trio arrecadou cerca de R$ 2 milhões de forma fraudulenta, após vender casas em um residencial denominado Lótus Tarumã, na zona Oeste de Manaus, que nunca existiu. 

Sheila Patrícia Queiroz Reis, 40, Gleice Cristina Queiroz Reis, 34 e, Mônica Regina Queiroz dos Reis, 36, foram presas em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, autorizado pelo juízo da 9ª Vara Criminal, no último dia 20. Sheila e Gleice foram presas em um residencial, no Parque das Laranjeiras. Já Mônica foi localizada, em um condomínio, no Alvorada. 

Demetrius explicou que Sheila, Gleice, 34 anos e, Mônica, 36 anos, compraram um terreno pelo valor de R$ 10 milhões, mas só pagaram R$ 500 mil. O restante, segundo as investigações pagaram em cheques sem fundo. “Posteriormente, sem licença ambiental, passaram a vender casas na planta, com valores aproximados de R$ 400 mil, cada uma”, disse o delegado.

Conforme o delegado, a entrega do ‘Residencial Lótus Tarumã’, localizado na Avenida Cetur, estava prevista para o final do ano de 2018. Mas de acordo com as denuncias e investigações foi identificado que no local não há nenhuma obra em andamento.
 “Até o momento compareceram sete vítimas para o registro da ocorrência, onde a soma dos pagamentos feitos por estas, giram em torno de R$ 900 mil, mas acreditamos que podem ser mais de 15 pessoas”, informou o delegado.

Sheila, Gleice e Mônica foram indiciadas pelo crime de estelionato e serão encaminhadas ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPM) onde ficarão à disposição da Justiça.
 No site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) consta que as empresárias já respondem a processos relacionados a venda das casas no residencial inexistente.