Segunda-feira - Manaus - 18 de novembro de 2019 - 05:11

MANAUS-AM

Mais de 254 mil jovens não trabalhavam e não estudavam em 2018 no Amazonas

De acordo com o IBGE, 136 mil moravam em Manaus, sendo que 40,9% estavam desocupados/desempregados, enquanto 59,1%, estavam fora da força de trabalho.

THIAGO FERNANDO

Publicado em 9 de novembro - 08:00

Aumentou o número de jovens que nem estudam nem trabalham.

Foto: Divulgação

Mais de 254 mil jovens entre 15 a 29 anos estavam fora do mercado de trabalho e não estudavam no Amazonas, no ano passado, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado da Síntese de Indicadores Sociais 2019, referente a aspectos educacionais. Além disso, 70,1% (aproximadamente 178 mil) desses jovens não buscavam empregos e nem estudavam – cursos técnicos, preparatórios ou em casa.

O SIS ainda detalha que do total estadual, 136 mil moravam em Manaus, sendo que 40,9% (aproximadamente 55,76 mil) estavam desocupados/desempregados, enquanto 59,1% (80, 240 mil), estavam fora da força de trabalho.

Esse dado se torna ainda mais relevante se compararmos com 2017, quando a capital do Estado registrou 131 mil jovens parados.

Em comparação aos demais capitais brasileiras, apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza aparecem a frente de Manaus no número de jovens parados. Nosso vizinho, Belém (PA), apresentou 66 mil ociosos.

Estados empreendedores

O SIS ainda revelou que Amazonas e Pará lideram o ranking de empreendedorismo na região Norte do país. Quando perguntado quais as origens dos rendimentos pessoais dos seus moradores, os estados tiveram com 9,4% e 9,5%, respectivamente, respondendo que serem de fontes não formais. Enquanto isso, 70,2% e 82,1% disseram ser proveniente de trabalhos. Os demais apontaram que recebem pensões ou aposentadorias.

Vale ressaltar que os números colocam os estados do Norte atrás apenas da Bahia, no ranking nacional. São Paulo e Rio de Janeiro ficam com apenas 5,8% e 6,9%.

Diminui a procura ao ensino com o passar dos anos

Os números do SIS revelam que a taxa de frequência bruta, em relação ao total de pessoas do mesmo grupo etário, caiu de 34,2% em 2017 para 33,3% em 2018, no Amazonas. Ou seja, somente 33,3% da população na faixa etária prevista para a etapa de ensino estava matriculada numa instituição. Em Manaus, a queda foi de 32,3% para 30,8%, de 2017 para 2018, indicando que a queda no percentual de pessoas frequentando escola foi de 1,5%.

As faixas etárias que menos frequentam instituições de ensino são a de crianças de 0 a 3 anos e a de adultos com mais de 25 anos de idade. Em 2017, 10,3% das crianças de 0 a 3 anos de idade frequentavam escola no estado. Já em 2018, esse percentual subiu para 12,9%, uma melhora de 2,6 pontos percentuais. Para as pessoas com 25 anos ou mais de idade, a taxa de frequência escolar reduziu de 6,7% para 6,1% de 2017 para 2018, indicando queda na frequência à escola, nessa faixa etária. Em Manaus, a queda na taxa de frequência foi de 32,3% em 2017 para 30,8% em 2018; na capital, somente 7% dos adultos de 25 anos ou mais frequentavam escola em 2018. 

A taxa de frequência revela que 96,1% das pessoas entre 6 a 14 anos frequentam escolas no ensino fundamental, 94,7% das pessoas de 6 a 10 frequentam os anos iniciais do ensino fundamental, 82,8% das pessoas entre 11 a 14 anos frequentam os anos finais do ensino fundamental, 65,4% dos adolescentes (15 a 17 anos) frequentam o ensino médio, e somente 20,4% dos adultos de 18 a 24 anos frequentam o ensino superior. Ou seja, a frequência escolar diminui à medida que aumenta a idade. 

A pesquisa ainda constatou que somente 14,8% da população acima de 25 anos possui ensino superior completo.