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MUNDO

Nos EUA, cinco estados terão votação totalmente eletrônica

O risco de ciberataques e de influência externa no pleito, colocou os americanos em alerta após as investidas de agentes russos

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 5 de novembro - 08:28

O governo americano garante que está preparado para lidar com ameaças de inimigos

Foto: AFP

Cinco dos 50 estados americanos adotam a votação totalmente digital, enquanto outros usam cédulas de papel e outros equipamentos. O estado da Geórgia, primeiro dos Estados Unidos a adotar o DRE (máquina eletrônica sensível ao toque), foi palco de um embate que poderia abrir precedente para que as urnas digitais fossem abandonadas no país.

Um especialista em segurança cibernética apontar uma falha no sistema eleitoral do local, que permitia o acesso a dados de mais de 6 milhões de eleitores, ativistas processaram o estado solicitando que fossem adotadas cédulas em papel nas eleições legislativas e de governos estaduais desta terça-feira (6).

A demanda foi rejeitada por uma juíza federal em setembro, que entendeu que a troca de todos os equipamentos a menos de oito semanas do pleito poderia comprometer o processo, apesar de ter reconhecido os riscos do sistema.

O governo americano garante que está preparado para lidar com ameaças de inimigos. Na última sexta (2), durante um evento em Nova York, a secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, afirmou que "serão as eleições mais seguras" que os americanos já tiveram e que não há evidências de tentativas de interferência externa na infraestrutura eleitoral neste ano.

O risco de ciberataques e de influência externa no pleito, que colocou os americanos em alerta após as investidas de agentes russos na disputa presidencial de 2016, é um dos motivos que explica a resistência de estados a adotar a urna eletrônica, segundo analistas.

Cada distrito dos EUA, onde o voto não é obrigatório, tem liberdade para escolher o modelo de votação que melhor lhe convém, desde cédulas de papel até voto por email.

Uma das vantagens de existir tanta variedade de modalidades de voto é a dificuldade de um americano ou ator estrangeiro invadir todos os sistemas, afirma Paul Herrnson, cientista político e coautor de "Voting Technology: The Not-So-Simple Act of Casting a Ballot" (Tecnologia de Votação: O Ato Não Tão Simples de Votar, sem edição em português).

Além disso, alguns modelos podem se mostrar melhor para alguns estados do que outros, já que o número de candidatos na disputa e de medidas postas para consulta popular variam entre eles.