Domingo - Manaus - 13 de outubro de 2019 - 21:04

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Operação Vertex cumpre mandados de prisão temporária em Manaus, Brasília e São Paulo

As investigações apuram a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 19 de julho - 14:15

A Polícia Federal apreendeu alguns veículos e objetos de alto valor.

Foto: Divulgação

A quarta fase da Operação Maus Caminhos, a Operação Vertex, deflagrada nesta sexta-feira, 19/7, cumpriu nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, sete mandados de bens móveis e imóveis, além de 18 bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas, somando um total de aproximadamente de R$ 92,5 milhões. Também foram apreendidos alguns veículos e objetos de alto valor.

As investigações apuram a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Do total de mandados de prisão temporária, oito foram cumpridos em Manaus e um em Brasília (DF). 

Segundo a PF, os investigados são pessoas do núcleo próximo de um ex-governador, como parentes e alguns auxiliares. “Alguns deles receberam essas vantagens indevidas em razão do próprio parentesco, ou seja, a vantagem é direcionada ao agente ou  pode ser entregue a seus parentes também”, disse o delegado federal Alexandre Teixeira, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF. 

Entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria havido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de oculta-lo por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

Um ex-governador também é investigado, mas não houve mandado de prisão contra ele. “Existem medidas cautelares que não são aplicáveis a um parlamentar em exercício por vedação constitucional, então em razão disso foram decretadas outras medidas diferentes da prisão”, explicou Teixeira, acrescentando que entres essas medidas estão: busca e apreensão, proibição de comunicar-se com outros investigados, além de estar proibido de ausentar do País. 

“O que a investigação apurou são indícios de que havia um direcionamento desses contratos de gestão para o Instituto Novos Caminhos, a fim de beneficiar este instituto em torno do qual detectou-se a formação de uma organização criminosa, que tinha por objetivo o desvio de recursos públicos. Além de cometimento de crime de peculato já que eles gerem aqueles recursos como se agentes públicos fossem”, explicou Teixeira.

Desdobramentos

Em nota, a Polícia Federal divulgou o histórico dos desdobramentos da Operação Maus Caminhos, desde setembro de 2016. As outras fases são: 'Custo Político', 'Estado de Emergência' e a operação 'Cashback'. 

Na operação 'Custo Político' se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência à organização criminosa. Todos praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação. 

Na operação 'Estado de Emergência' completava-se o núcleo político do poder executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador José Melo, que chegou a ser preso.

A operação Cashback investiu nas investigações do envolvimento de outras empresas em conluio, com a suspeita de que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.