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MANAUS-AM

Distribuidora de combustíveis é autuada em R$ 1 mi por dificultar fiscalização, diz Procon

De acordo com o Procon-AM, a Atem's Distribuidora de Petróleo não repassou os valores da venda; a empresa diz que assunto está sendo acompanhado pelo departamento jurídico

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 15 de julho - 15:17

O auto de infração foi entregue nesta segunda-feira.

Foto: Divulgação

Em ação conjunta entre o Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM) e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis, foi entregue, nesta segunda-feira, 15/07, auto de infração à Atem's Distribuidora de Petróleo, com multa estipulada em um R$ 1 milhão por negativa à informação e obstrução à fiscalização, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Segundo o Procon-AM, no dia 10 de junho, a empresa autuada respondeu ao órgão de defesa do consumidor que se fossem repassadas as informações contidas em notas fiscais antes e após a redução de preços, anunciada pela Petrobras em 1º de junho, seria violação aos sigilos fiscal e industrial da distribuidora.

"Ora, não foi pedida a fórmula dos produtos comercializados e sim os valores de venda para verificarmos se o repasse das reduções de preços estava sendo feito aos postos de combustíveis. Com base na Lei Federal 12.529/2011, que dispõe sobre o abuso do poder econômico, o Procon-AM tem autonomia para fiscalizar e multar, portanto, devido a negativa há sim obstrução à fiscalização", enfatiza Fraxe.

Para a presidente da CPI dos Combustíveis, deputada Joana Darc, esta é uma forma de pressionar as distribuidoras e postos para que colaborem com as investigações.

“Uma vez que a empresa se nega a dar informações que são de direito do consumidor, ela precisa ser punida. Por isso, nós da CPI estamos neste trabalho conjunto com o Procon Amazonas para que nenhuma distribuidora ou donos de postos de combustíveis se neguem a colaborar com as investigações”, informou a deputada.

Atem 

Por meio de nota, a  Atem Distribuidora informa que o assunto está sendo acompanhado pelo departamento jurídico da empresa. "O processo cabe recurso e a defesa será apresentada dentro do prazo a que tem direito. A empresa ressalta, ainda, que não há qualquer intenção deliberada de obstrução da fiscalização e que tem total interesse em mostrar que não há prática abusiva de preços e que o mercado de combustíveis é um dos que mais emprega e paga impostos, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico do estado".