Segunda-feira - Manaus - 14 de outubro de 2019 - 05:24

DIVERSÃO

Rock in Rio fecha edição de 2019 com números impressionantes

Público é o ponto alto do evento, que garantiu sete dias de alegria e paz. Segundo fim de semana do festival recebe nota 9.3 dos visitantes, a maior desde 2011

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 7 de outubro - 07:36

Foram 700 mil visitantes 

Foto: RIR

Chegou ao fim na madrugada desta segunda-feira a 20ª edição do Rock in Rio, a oitava em solo brasileiro. O maior festival de música e entretenimento do mundo recebeu 700 mil visitantes ao longo dos sete dias de evento, numa Cidade do Rock com 385 mil metros quadrados – 60 mil metros a mais que em 2017 –, ainda mais confortável e com mais atrações: foram 17 áreas, incluindo a ocupação das três arenas olímpicas e nove palcos e um total de 300 horas música. O que não faltaram foram momentos inesquecíveis. Teve banda que levou um avião cenográfico ao Palco Mundo, cantora que sobrevoou o público da Cidade do Rock presa a extensos cabos de aço, vocalista descendo na Tirolesa durante a abertura do show, o público convidado para dançar no enceramento da apresentação, pedidos de casamentos e muito artista descendo para a plateia.

Foram dias de muita emoção e momentos emblemáticos no Rock in Rio. No Palco Mundo, de Iron Maiden à Pink, passando por Black Eyed Peas, Nile Rodgers & CHIC, Bon Jovi e Ivete Sangalo, além das estreias de Anitta em uma edição brasileira e de Alok no festival, teve música para todos os públicos, gostos e idades. Já no Sunset, encontros como Pará Pop (Dona Onete, Fafá de Belém, Gaby Amarantos, Jaloo e Lucas Estrela ), Iza e Alcione, Detonautas, além de Charlie Puth, entre muitos outros, conquistaram o público. Neste sábado, o Sunset teve recorde de público presente logo no primeiro show - Funk Orquestra com Ludmilla, Fernanda Abreu e Buchecha. E o New Dance Order, o novo espaço dedicado a dance music, surpreendeu a todos e, nos sete dias, teve um grande volume de público, que lotou toda a área. Entre os destaques estão toda a narrativa apresentada para o público com vídeos em telões, as performances de bailarinos, e, claro, os shows de Alesso, Vintage Culture, com sua legião de fãs apaixonados, entre outros.   No total, o Rock in Rio recebeu 250 atrações – incluindo as apresentações no Palco Mundo, Sunset, Cariocas, Rock District, além dos novatos, Highway Stage, na Rota 85, SuperNova, Rock Street Asia, Espaço Favela, New Dance Order e Supernova. E o público gostou do que viveu: a média das notadas dadas pelas pessoas neste segundo fim de semana de festival foi de 9,3. Esta foi a maior nota desde 2011. 

“A escolha dos artistas foi muito assertiva. Nomes que nunca se apresentaram garantiram espetáculos inacreditáveis, como a P!ink, ontem. Ela surpreendeu! Tivemos shows de tirar o fôlego mesmo. Iron Maiden e Scorpions saindo do óbvio e arrebatando uma Cidade do Rock inteirinha para eles. E o que falar dos encontros do Sunset e ainda do Espaço Favela? Se o primeiro já está consolidado e nas graças dos fãs, o Favela reforçou toda a sua relevância e expressividade com nomes que de fato são impressionantes. Este ano trouxemos um parque completo, com atrações que extrapolam o universo da música, mas ainda sim elas são muito presentes, como na Nave e no Fuerza Bruta. Mas se eu tivesse que resumir esta edição em uma única palavra, eu diria: Público. São os fãs que trazem esta energia positiva e contagiante e, de fato, em 2019 eles reinaram aqui, mais que qualquer área ou atração. Foram dias de paz, reforçando que é possível construir um Rio de Janeiro melhor para todos”, disse Roberto Medina, presidente do Rock in Rio.

E Roberta Medina reforça o discurso do fundador do Rock in Rio neste fechamento de edição. “A marca desta edição foi a alegria das pessoas. Foi lindo ver o público cantando, aproveitando as atrações e dançando junto, felizes. A Cidade do Rock se consolidou definitivamente como um grande parque temático onde a experiência do público é guiada pela música e passa por diversas e complementares propostas de entretenimento. Encerramos com a sensação de dever cumprido e já ansiosos para a próxima edição, em 2021”, comemora a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina.

Luis Justo, CEO do Rock in Rio, lembra que a diversidade de atrações garante que o público possa se reunir na Cidade do Rock e assistir conteúdos completamente diferentes. “A cada ano estamos investindo em novos conteúdos e a complementaridade dos atrativos é o que faz com que tantas pessoas estejam unidas aqui na Cidade do Rock. Crescemos, viramos um parque cheio de atrações para idades diferentes e gostos dos mais variados – da Oi GamePlay Arena by Game XP aos brinquedos, arenas, palcos e tudo mais. O artista tem o lugar dele garantido, mas o que buscamos sempre é surpreender o público”, fala Justo.

Economia da cidade

O Rock in Rio também provou mais uma vez a importância de grandes eventos para a cidade. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a projeção de impacto econômico do festival para a Cidade é de R$ 1,7 bilhão, gerando mais de 25 mil empregos. A rede hoteleira da cidade também foi beneficiada, com os cerca de 60% dos visitantes vindo de fora do Rio. 

Segundo o Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município, no primeiro fim de semana do Rock in Rio a média de ocupação foi de 78% - sendo os bairros de Ipanema e Leblon os preferidos dos turistas, com 87%, seguidos por Barra e São Conrado, com, 83%, e Copacabana e Leme, com 81% de ocupação. Já na segunda semana de festival, a média de leitos ocupados subiu para 84% - com Flamengo e Botafogo saindo na frente como os bairros mais procurados, 92%, Ipanema e Leblon no segundo lugar, com 85%, e Barra e São Conrado na terceira posição, 84%. 

A pesquisa mostrou, ainda, que a maioria das pessoas vieram de outros estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Já entre os estrangeiros, os norte-americanos, argentinos e franceses foram a maioria.

TH VIDEO