Domingo - Manaus - 24 de janeiro de 2021 - 20:17

BRASIL

Taxa de desocupação atinge 18,8%, no Amazonas, em outubro

Número é recorde da série da Pnad Covid-19 mensal do IBGE. A taxa é a terceira maior do País.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 1 de dezembro

No total, 312 mil pessoas estavam desempregadas no Estado

Foto: Divulgação

Em outubro, os dados da PNAD Covid-19, divulgados nesta terça-feira, 1º/12, mostram que a taxa de desocupação do Amazonas (18,8%) atingiu o seu maior número desde o início da pesquisa, em maio. A taxa é a terceira maior do país. No total, 312 mil pessoas estavam desempregadas no Estado. Além disso, 708 mil pessoas (52,7% do total de ocupados) estão na informalidade.

O percentual de desocupação apresenta uma variação de 0,6 ponto percentual na comparação com setembro (18,2%); variação de 3,7 pontos percentuais em relação a junho, e de 6,8 pontos percentuais em relação a maio. A taxa de participação na força de trabalho registrou 55,0% e o nível de ocupação foi 44,7%, ou seja, menos da metade da população em idade de trabalhar tinha ocupação. 

Com a taxa de desocupação 18,8%, em outubro, o Amazonas é a terceira unidade da federação com a maior taxa de desocupação. As maiores taxas foram as do Maranhão (19,9%), Bahia (19,5%) e Amazonas (18,8%). E as menores taxas as de Santa Catarina (7,7%), Rondônia (8,7%) e Mato Grosso (9,7%).

Pessoas ocupadas

No Amazonas, havia 1,34 milhão de pessoas ocupadas em outubro, dentre as quais, 490 mil (36,5%) eram pessoas que trabalhavam por conta própria, 326 mil (24,3%) pessoas ocupadas no setor privado e com carteira assinada e 141 mil (10,5%) eram militares e servidores estatutários. Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria desses eram trabalhadores sem carteira assinada (41 mil pessoas). Já o número de pessoas ocupadas como trabalhador familiar auxiliar foi de 109 mil pessoas, em outubro. 

Ocupação por atividade

Em relação ao grupamento por atividade, do total de pessoas ocupadas em outubro, no Amazonas (1,34 milhão de pessoas), 265 mil pessoas estavam ocupadas na Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 208 mil pessoas ocupadas no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 200 mil pessoas ocupadas Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura e 133 mil pessoas na indústria geral; sendo que desses, 115 mil pessoas na indústria de transformação.

Do total de pessoas ocupadas em outubro de 2020 no Amazonas, 708 mil pessoas estavam ocupadas na informalidade, superando as 641 mil pessoas ocupadas em maio, significando que mais da metade das pessoas ocupadas (52,7%) estavam na informalidade.

No Amazonas, 80 mil pessoas ainda permaneciam ocupadas e afastadas do trabalho, número menor que vem decrescendo desde o início da pesquisa, em maio. Dessas pessoas, 50 mil ainda estavam afastadas do trabalho por conta do distanciamento social e 30 mil estavam afastadas por motivo diferente do distanciamento social.

No Amazonas, foi verificado que entre os ocupados que estavam afastados do trabalho (80 mil pessoas), aproximadamente 21 mil deixaram de receber remuneração do trabalho e 59 mil pessoas continuaram a receber a remuneração. 

Das 1,34 milhão de pessoas ocupadas no Amazonas, 1,26 milhão não estavam afastadas do trabalho que tinham. Dessas pessoas, 47 mil trabalharam na forma remota, ou seja de 3,7%, uma queda de 0,5 ponto percentual. 

Auxílio emergencial
Em outubro, cerca de 58,7% de domicílios no Amazonas receberam algum auxílio emergencial de, em média, R$ 691,00. O percentual é 2,2 pontos percentuais inferior ao registrado em setembro, e 3,3 p.p. inferior ao de agosto.

 No Amazonas, o rendimento médio real efetivamente recebido, de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, foi de R$ 1.690,00. Já o rendimento real domiciliar per capita médio efetivamente recebido foi de R$ 797,00. A massa de rendimento médio real efetivamente recebido de todos os trabalhos foi de R$ 2,09 bilhões.

FONTE: Assessoria de Imprensa IBGE