Segunda-feira - Manaus - 18 de novembro de 2019 - 10:28

MANAUS-AM

​Tráfico de drogas na fronteira do AM é debatido em encontro promovido pela Unale

O evento foi na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e reuniu deputados de todo o Brasil. 

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 13 de junho - 15:03

Evento foi realizado nesta quinta-feira.

Foto: Divulgação

Sigrid Avelino - Da Redação

O combate ao tráfico de drogas na fronteira do Brasil foi apontado mais uma vez que deve ser tratado como prioridade por parte do Governo Federal. No Amazonas, a fronteira com países como Colômbia e Peru tem facilitado o transporte de drogas que entram pelo Estado e são transportadas para outras partes do país. O destino, na maioria das vezes, são os Estados Unidos e países da Europa, de acordo com o deputado estadual Cabo Maciel (PL). 

A abordagem foi durante discurso em um grupo de trabalho que tratou sobre a  Implementação e Financiamento do Sistema Único de Segurança Pública, no Seminário Regional de Promoção e Defesa da Cidadania promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE). O evento foi na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e reuniu deputados de todo o Brasil. 

O parlamentar que também é presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública da Aleam, cobrou participação mais firme do Governo Federal junto aos estados e mais investimentos em pessoal e tecnologia. 

 “A gente não pode somente combater a repressão, nós temos Peru e Colômbia que são países que são os maiores produtores de entorpecentes do mundo e que fazem fronteira com o Amazonas. Portanto, não vai adiantar se a gente não tiver recurso para quem trabalha na ponta de lança: o agente, o Exército, policial federal, uma estrutura adequada, tecnologia, serviço de inteligência para funcionar na fronteira”, disse o deputado.

Cabo Maciel fez um comparativo, enquanto a Polícia Civil e Militar consegue em um mês apreender uma tonelada de drogas nas fronteiras, todos os dias, passam de forma ilegal toneladas e mais toneladas de entorpecentes. “De onde vem isso? Do Solimões, vem de Tabatinga, passa tudo por lá. A Polícia Militar apreende uma tonelada em trinta dias com a Polícia Civil em conjunto, mas, passam até 40 mil toneladas pela fronteira, o que faz do norte do Brasil uma das maiores fronteiras internacional de narcotráfico”, apontou.

O poder de fogo das polícias também foi criticado. “Aqui tem uma coisa que ninguém tá conseguindo combater, são os piratas dos rios. Eles assaltam balsas, assaltam barcos de recreio, tudo com fuzil e a gente ainda tem polícia do norte trabalhando com pistolinha. Nós temos que vim pro confronto. Ou a gente mostra o poder bélico, o poder de tecnologia, o poder de inteligência em defesa do tráfico internacional de drogas e armas, ou a gente vai continuar enxugando gelo”.

O parlamentar apresentou como proposta recursos para tecnologia, armamento pesado, lanchas blindadas. Como uma das sugestões de política pública na área de segurança pública. O grupo de trabalho foi mediado pelo deputado estadual Delegado Péricles (PSL) e contou com dois expositores: Coronel José Edson de Almeida, do Comando Militar da Amazônia (CMA) e Coronel Gilberto de Andrade Gouvêa, titular da Secretaria Executiva-Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (SEAGI).

Outros temas 

Durante o evento, outros dois temas foram discutidos em grupos de trabalho um sobre violência contra a mulher e outro sobre suicídio e automutilação. Os dois assuntos tem ganhado repercussão em todo o Brasil. 

“São temas que estão dizimando famílias, destruindo sonhos. Nós da Unale junto com o ministério da Saúde, Educação, Segurança Pública, Cidadania e Direitos Humanos e os Conselhos Nacional de Justiça e do Ministério Público estamos percorrendo o Brasil. Esses seminários são para trazer técnicos nos grupos de trabalho para discutir os assuntos e coletar informações sobre o que os estados do norte estão fazendo em relação a esse problema. Todas essas sugestões serão compiladas e até novembro vamos entregar um documento para o Brasil como uma política pública e roteiro para como agir nesses casos”, explicou o presidente da Unale, deputado Kennedy Nunes.