Domingo - Manaus - 24 de janeiro de 2021 - 20:09

MANAUS-AM

Tribunal do Júri condena a 25 anos de prisão réu que decapitou vigia

O réu Vinícius Roberto de Lima Kossatz alegou que matou a vítima porque esta não pagou uma dívida contraída em troca de favores sexuais.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 4 de dezembro

O homicídio ocorreu em 19 de junho de 2016, em um terreno baldio localizado na rua Conde de Itaguar, Parque das Laranjeiras, em Manaus.

Foto: Arquivo/Divulgação/PC-AM/

O Conselho de Sentença da 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou e condenou a 25 anos de prisão, em regime fechado, Vinícius Roberto de Lima Kossatz, pelo crime de homicídio qualificado que teve como vítima Marcos Antônio de Queiroz Filho. O homicídio ocorreu em 19 de junho de 2016, em um terreno baldio localizado na rua Conde de Itaguar, Parque das Laranjeiras, em Manaus.

A sessão de julgamento ocorreu nesta quinta-feira (03/12), no Plenário principal do Fórum Ministro Henoch Reis e foi presidida pelo juiz de direito Celso Souza de Paula. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) esteve representado pelo promotor de justiça José Augusto Palheta Taveira Júnior. O réu teve em sua defesa o defensor público Inácio de Araújo Navarro. O Ministério Público insistiu para que fossem consideradas três qualificadoras do crime (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), o que foi aceito pelos jurados.

O crime

De acordo com a denúncia do MPE/AM, no dia 19 de junho de 2016, por volta das 12h, em um terreno baldio localizado na Rua Conde de Itaguar (antiga Conde de Caxias), Parque das Laranjeiras, Vinícius Roberto de Lima Kossatz, utilizando-se primeiramente de uma faca e depois de um terçado, desferiu várias estocadas em Marcos Antônio de Queiroz Filho. Com a sequência de golpes, a vítima foi decapitada.

O réu confessou a autoria do crime, afirmando que na ocasião estava sob efeito de drogas e com raiva de Marcos Antônio, pois teria mantido relações sexuais com ele por três vezes em troca de dinheiro, porém, a vítima não lhe pagava. Segundo Vinícius, na noite anterior ao crime, a vítima, que trabalhava como vigia, havia prometido a ele a quantia de R$ 200, mas não cumpriu a promessa, o que o deixou revoltado.