Segunda-feira - Manaus - 15 de outubro de 2018 - 11:40

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Veja a análise do Toda Hora sobre as Eleições 2018

Confira como ficou o quadro dos eleitos e números do pleito deste ano

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 9 de outubro - 12:53

O segundo turno será no dia 28 de outubro.

Arte: Michael Newman

Presidente 

Bolsonaro teve 49 milhões de votos (46%). Haddad 31 milhões (29%). Todos os demais somaram 26 milhões de votos. Levando em consideração que houve 107 milhões de votos válidos no primeiro turno e esse número se repita no segundo, Bolsonaro precisa converter apenas 6 milhões de votos para ganhar a eleição. Esse é exatamente o número de votos do PSDB e do Novo somados - partidos de direita. 

Para ganhar, Haddad precisa de 24 milhões de votos. É converter praticamente todos os votos dos outros candidatos ou conseguir que metade dos eleitores que não votaram no primeiro turno saiam de casa para ir votar nele no segundo turno. 

A abstenção no Brasil em 2018 foi de cerca de 29,7 milhões de votos ou 20% do eleitorado. Ou seja: um em cada 5 brasileiros não foi votar no último domingo. Desde 1998 não há abstenção tão grande.    O número de votos brancos e nulos foi de 9 milhões. Somados a abstenção, o ‘não voto’ foi a resposta de 30%, cerca de 40 milhões de brasileiros. Quase um terço do eleitorado não votou, anulou ou votou em branco. 

Governador

A diferença de votos entre Wilson Lima e Amazonino no Estado foi de 17 mil votos. Em Manaus essa distância foi muito maior: 280 mil votos. Essa diferença na capital é praticamente a soma dos votos dos demais candidatos em todo o Estado. 

Wilson teve 512 mil votos em Manaus, o que representa quase 50% dos votos válidos da cidade. Amazonino teve 232 mil votos, o que é pouco mais de 20% dos votos da capital em que ele foi prefeito por três vezes. 

Pela lógica, Amazonino deve concentrar suas forças para aumentar os votos na capital e Wilson no interior. Os votos mais disputados são de David Almeida, que obteve 212 mil votos na capital. 

Wilson venceu em três municípios: Manaus, Careiro da Várzea e Parintins. 

David Almeida venceu em oito municípios.

Amazonino venceu em 51 municípios. 

Esse ano, a abstenção no Amazonas no primeiro turno foi de 19%. A tendência é que no segundo turno as abstenções sejam maiores. Foi assim em 2014 e nas eleições suplementares em 2017.  2º turno em 2017: 603,9 mil (25,82%) 1º turno em 2017: 569,5 mil (24,35%) 2º turno em 2014: 503,4 mil (22,62%) 1º turno em 2014: 433,8 mil (19,49%)

Em 2014, Melo - candidato com a máquina do governo - virou o 1º turno atrás de Eduardo Braga por 2 mil votos. Ele acabou vencendo a eleição com 55% dos votos no segundo turno. 

Senado  Plínio Valério teve 25% dos votos validos para o senado. Um em cada quatro amazonenses votou no senador tucano, já que eram dois votos para o Senado.    Em Manaus, Plínio teve 635.891 votos (34% ou um em cada três votos manauaras).  76% da votação dele foi na capital. 

No Amazonas, Plinio teve 835 mil votos  foi mais votado que Bolsonaro e Wilson Lima. 

Eduardo Braga venceu na maioria dos grandes colégios eleitorais da região metropolitana, como Manacapuru, Presidente Figueiredo e Itacoatiara. Foi o mais votado na região do extremo oeste do Estado, onde Luís Castro não teve capilaridade. 

Em Manaus, cidade em que já foi vereador e prefeito, Eduardo ficou em quarto lugar. 

Hissa Abrahão teve 213 mil votos em Manaus e foi o terceiro mais votado. Mas o sexto no resultado geral. Ele aumenta sua votação em Manaus, onde teve a maioria dos votos para deputado estadual e onde conseguiu sua melhor votação quando foi candidato ao governo em 2010. 

Vanessa Grazziotin venceu em Parintins, com 25 mil votos, mesmo com a briga polarizada entre as chapas de Amazonino e Omar no município. Ela terminou em quinto lugar. 

Alfredo ficou em 5º lugar. A diferença dele para Eduardo Braga, segundo eleito, foram 35 mil votos. 

Deputados federais Seis deputados federais foram eleitos pela primeira vez, uma renovação de 75%.

Dos seis novos eleitos, dois deles nunca tiveram cargo eletivo: Delegado Pablo e Capital Alberto. 

Na bancada federal do Amazonas não haverá representação feminina na próxima legislatura. 

Apenas dois dos 11 parlamentares federais são do interior do Amazonas: o senador Plínio (Eirunepé ) e o deputado federal Átila Lins (Fonte Boa). Cinco nasceram em outros Estados: Eduardo (PA), Omar (SP), José Ricardo (RS), Alberto Neto (CE) e Silas (AC). Os outros quatro nasceram em Manaus (Pablo, Bosco, Sidney e Marcelo Ramos).

A média de idade dos deputados federais eleitos é de 51 anos. O mais velho é Átila Lins, 67 anos, e o mais novo é Alberto Neto, com 36 anos. 

Deputados estaduais Dos 24 deputados, 13 são novos (54%) e seis nunca tiveram cargo público.

Amazonino elegeu 15 dos 24 deputados estaduais em 2018, o que representa maioria de 62,5% da casa.

Presença feminina na Assembleia aumentou 400%. Antes era apenas uma deputada, agora serão quatro.

A nova legislatura vai ter faixa-etária menor que a anterior. A partir de 2019 a média de idade dos deputados vai ser de 46 anos. 

Os 13 novatos tem média de idade de 38 anos. Os reeleitos têm média de 55 anos. O deputado estadual mais velho é Belarmino Lins, com 72 anos, o mais novo é Fausto Junior, que tem 25 anos.